
António Costa: NATO é vital para segurança da Gronelândia
O Presidente do Conselho Europeu, António Costa, diz que, se os EUA consideram que há um problema de segurança na Gronelândia, esse problema deve ser resolvido no âmbito da NATO.
🔄 ATUALIZAÇÃO (16:01)
Consideração da UE sobre o uso do Instrumento Anticoerção.. Ameaças tarifárias de Trump de 10% a 25% sobre produtos de países europeus.. Afirmação da Alemanha e França contra a chantagem econômica dos EUA. e mais.
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A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, destacou que a China e a Rússia poderiam se beneficiar das tensões entre os EUA e a Europa. Kaja Kallas alertou que tarifas poderiam minar a prosperidade compartilhada entre Europa e EUA. O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, criticou as tarifas e afirmou que seu governo abordaria a questão diretamente com a administração dos EUA.
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🔄 ATUALIZAÇÃO (16:02)
Declaração conjunta de Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Países Baixos, Noruega e Suécia sobre riscos nas relações transatlânticas. Giorgia Meloni classificou as tarifas como um 'erro'. Emmanuel Macron afirmou que 'nenhuma intimidação nos influenciará'. e mais.
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António Costa, Presidente do Conselho Europeu, reafirmou que a segurança da Gronelândia deve ser discutida no âmbito da NATO. A declaração surge em meio às afirmações de Donald Trump sobre a necessidade de os EUA controlarem a Gronelândia devido a questões de segurança relacionadas à China e à Rússia. Costa enfatizou que 'se há um problema de segurança, ele é coletivo', defendendo que os aliados devem responder juntos. Durante um evento no Rio de Janeiro, ele destacou a responsabilidade da aliança em garantir a defesa da maior ilha do mundo, que, apesar de ser semiautônoma da Dinamarca, é parte integrante da NATO. Trump, por sua vez, ameaçou impor tarifas a países que não aceitassem sua visão sobre a Gronelândia, reiterando sua postura agressiva em relação à segurança nacional. Costa, a caminho de Assunção para assinar o acordo UE-Mercosul, expressou confiança na capacidade da NATO de proteger cada centímetro do território gronelandês, especialmente em um momento em que alguns países europeus estão enviando tropas para a ilha. Ele também garantiu à Dinamarca o apoio total da União Europeia, reforçando a importância do Direito Internacional para a proteção de nações menores. Em resposta às ameaças de Trump, o Reino Unido, a Dinamarca, a Finlândia, a França, os Países Baixos, a Noruega e a Suécia emitiram uma declaração conjunta alertando para uma 'perigosa espiral descendente' nas relações transatlânticas. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou as tarifas como um 'erro', enquanto Emmanuel Macron afirmou que 'nenhuma intimidação nos influenciará'. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez alertou que uma invasão dos EUA faria de Putin 'o homem mais feliz do mundo'. Legisladores republicanos nos EUA também expressaram oposição, destacando a importância da NATO e tentando impedir ações agressivas contra a Dinamarca.
A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, destacou que a China e a Rússia poderiam se beneficiar das tensões entre os EUA e a Europa, reforçando a necessidade de resolver questões de segurança no âmbito da NATO. Kallas alertou que tarifas poderiam minar a prosperidade compartilhada entre Europa e EUA. O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, também criticou as tarifas, afirmando que seu governo abordaria a questão diretamente com a administração dos EUA.
🔄 ATUALIZAÇÃO (21:45)
As tensões sobre a Gronelândia levaram algumas capitais da UE a considerar o uso do Instrumento Anticoerção, um mecanismo econômico recém-implementado para responder coletivamente a pressões externas. Este instrumento, ainda não testado, foi criado para proteger os estados-membros da UE de coerções econômicas, como as ameaças tarifárias recentes de Trump, que incluem um aumento de tarifas de 10% a 25% sobre produtos de países como Dinamarca, Noruega e Suécia. A Alemanha e a França, guardiãs das maiores economias do bloco, afirmaram que não cederão à chantagem econômica dos EUA. Este cenário destaca a importância do mercado único da UE, comparando o Instrumento Anticoerção ao Artigo 5 da NATO, mas no campo econômico. A coerção dirigida à Gronelândia é vista como uma ameaça à soberania dos estados-membros da UE, reforçando a necessidade de uma resposta unificada.
Atualizado há 3 horas
Os líderes da União Europeia exigiram respeito a Donald Trump, depois de o presidente dos Estados Unidos ter colocado a aliança transatlântica à beira do colapso com a sua ameaça de adquirir a Gronelândia através da aplicação de direitos aduaneiros punitivos. Trump recuou subitamente na quarta-feira, optando por um acordo a longo prazo sobre a segurança do Ártico, mediado pelo Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte. "Acreditamos que as relações entre parceiros e aliados devem ser geridas de forma cordial e respeitosa", afirmou António Costa, presidente do Conselho Europeu, na quinta-feira à noite, no final de uma cimeira extraordinária em Bruxelas. "A União Europeia continuará a defender os seus interesses e a defender-se a si própria, aos seus Estados-Membros, aos seus cidadãos e às suas empresas, contra qualquer forma de coação. Tem o poder e os instrumentos para o fazer e fá-lo-á se e quando necessário", afirmou. Ao seu lado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco foi "bem-sucedido" na luta contra as reivindicações territoriais de Trump, "sendo firme, não agressivo e, acima de tudo, muito unido."


