Ciberataques à Energia Polonesa: Consequências e Respostas

Ciberataques à Energia Polonesa: Consequências e Respostas

No final de dezembro de 2025, a Polónia sofreu um grave ataque cibernético contra a infraestrutura energética nacional, informou o primeiro-ministro Donald Tusk. "Os ataques assumem formas cada vez mais inovadoras", diz Dorota Kwaśniewska, jornalista especializada em cibersegurança, à Euronews.

3 min de leituraFonte original

No final de dezembro de 2025, a Polônia enfrentou um grave ataque cibernético contra sua infraestrutura energética, conforme relatado pelo primeiro-ministro Donald Tusk. Se os ataques tivessem sido bem-sucedidos, até meio milhão de consumidores poderiam ter ficado sem aquecimento. Em resposta, Tusk convocou uma reunião com representantes dos serviços secretos e dos Ministérios responsáveis pela segurança energética do país. Após a reunião, ele destacou que as medidas de proteção funcionaram eficazmente, Ciberataques à Energia na Polônia: Consequências Alarmantes assegurando que as infraestruturas críticas não estavam em perigo imediato.

Os ataques foram direcionados a elementos específicos do sistema, incluindo instalações de fontes de energia renováveis e duas centrais de cogeração. Embora a escala dos ataques tenha sido limitada e não tenha afetado as redes de transmissão elétrica essenciais, em condições favoráveis, poderiam ter causado perturbações mais severas, incluindo a paralisação local do fornecimento de energia.

O vice-primeiro-ministro e ministro da Digitalização, Krzysztof Gawkowski, enfatizou que a Polônia esteve muito próxima de um apagão, classificando o ciberataque como um dos mais graves dos últimos anos. Ele descreveu a situação como uma tentativa de sabotagem, com o intuito de interromper o fornecimento de energia elétrica durante o inverno. "Os tanques digitais já estão aqui", alertou na Rádio RMF FM, lembrando que a guerra moderna também se desenrola no ciberespaço.

Embora não haja provas conclusivas sobre os autores do ataque, Tusk mencionou que muitas pistas sugerem a participação de grupos ligados aos serviços secretos russos. Ele também destacou a importância dos mecanismos de detecção e resposta rápida, que foram cruciais em tentativas anteriores de ataques cibernéticos a instituições polacas.

Este incidente se insere em um contexto mais amplo de aumento das ameaças cibernéticas à infraestrutura polonesa. Nos últimos anos, os serviços registraram diversas tentativas de influenciar sistemas governamentais, desinformação e outros incidentes cibernéticos. Tais ações demonstram que a proteção do ciberespaço se tornou um elemento-chave da segurança do Estado.

A especialista em cibersegurança, Dorota Kwaśniewska, ressaltou que os ataques à infraestrutura crítica estão se tornando cada vez mais sofisticados e perigosos, tornando a cibersegurança energética fundamental para a segurança nacional. Ela enfatizou a necessidade de investimento em medidas de segurança e a colaboração entre os setores público e privado para enfrentar essas novas ameaças.

Apesar dos desafios, Kwaśniewska destacou que o sistema de defesa funcionou adequadamente durante os ataques de dezembro. O governo também anunciou medidas para fortalecer a resistência a futuros ataques, incluindo investimentos em segurança, modernização de sistemas e aprimoramento da legislação. Ela observou que, embora um ataque cibernético possa teoricamente causar um apagão, a eficácia depende da natureza dos ataques e da robustez dos sistemas de defesa.

É importante lembrar que, em dezembro de 2015, a Ucrânia foi o primeiro país a sofrer um apagão físico devido a um ciberataque, onde grupos de hackers ligados à Rússia atacaram operadores de sistemas energéticos, utilizando malwares como BlackEnergy e KillDisk para assumir o controle remoto dos sistemas SCADA.

Compartilhar: