Energia Verde na UE: Países em Destaque em 2026

Energia Verde na UE: Países em Destaque em 2026

A utilização total de fontes renováveis na UE atingiu quase 50%, impulsionada pela energia hidroelétrica e, cada vez mais, pela energia solar.

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A Áustria lidera a União Europeia em eletricidade renovável, com uma impressionante taxa de cerca de 90% proveniente de fontes verdes, principalmente através de suas 16 centrais hidroelétricas. Em seguida, a Suécia se destaca com 88%, beneficiando-se da força do vento e da água. A Dinamarca ocupa a terceira posição, com 80%, graças à sua extensa rede de parques eólicos, tanto onshore quanto offshore.

Além disso, Portugal, Espanha e Croácia superam a marca de 50%: 66% em Portugal, 60% na Espanha e 58% na Croácia. Em contraste, a Itália e a França estão na parte inferior da lista, ocupando o 18º e 21º lugares, respectivamente. Malta apresenta a menor taxa de eletricidade verde, com apenas 11%, seguida pela Chéquia (18%), Luxemburgo (20,5%), Hungria e Chipre, ambos com 24%. Esses números incluem eletricidade proveniente de fontes renováveis, mesmo aquelas importadas.

Nos últimos 20 anos, a utilização de eletricidade verde na União Europeia cresceu consideravelmente. Em 2004, essa porcentagem era de apenas 16% do consumo total; uma década depois, subiu para quase 29%, e atualmente alcança 47,5%. Surge uma questão intrigante: a energia solar conseguirá superar a energia hídrica como a principal fonte de eletricidade verde? Atualmente, a energia eólica é responsável pela maior parte da eletricidade renovável, correspondendo a 38% do total, enquanto a energia hídrica representa 26%. O crescimento mais acelerado, no entanto, é da energia solar, que saltou de apenas 1% em 2008 para mais de 23% em 2024, totalizando 304 TWh.

Ben McWilliams, especialista em energia da Bruegel, ao conversar com o Europe in Motion, afirmou que é quase certo que a energia solar ultrapassará a energia hidrolétrica nos próximos anos. "Os promotores continuam a construir centrais solares a um ritmo recorde, enquanto a instalação de centrais hidroelétricas não aumenta", observou. Ele ressaltou ainda que quanto mais energia solar a Europa conseguir instalar, melhor será para a segurança energética. "Cada novo painel solar diminui a dependência de petróleo, gás e carvão, que são as verdadeiras ameaças à segurança energética europeia", completou McWilliams.

Por outro lado, a dependência da União Europeia em relação à China não é vista como um problema a longo prazo, segundo especialistas. Embora a maioria dos painéis solares instalados na UE seja fabricada na China, McWilliams descartou a ideia de que isso torne a Europa mais vulnerável em meio a tensões geopolíticas. "Os painéis solares são um estoque, não um fluxo; uma vez instalado um painel da China, ele permanece aqui para sempre", explicou. E se, por alguma razão, as importações de painéis da China parassem, isso apenas atrasaria a construção de novos painéis solares, enquanto a oferta poderia se expandir em outros locais, incluindo a produção local, ao longo de dois ou três anos.

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