Festival CasaBloco: A União dos Carnavais do Rio e Recife

Para a idealizadora e diretora-geral do CasaBloco , Rita Fernandes, a integração é a realização de um sonho, graças à parceria com a prefeitura da capital de Pernambuco.

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A 7ª edição do Festival CasaBloco começou nesta sexta-feira, 23, e acontece até sábado, 24 de janeiro de 2026. Este ano, o evento traz uma novidade emocionante: pela primeira vez, une os festejos de carnaval do Rio de Janeiro e do Recife. As atividades começaram às 17h com o Acerto de marcha de Blocos Líricos, incluindo nomes como Confete e Serpentina. Às 22h, Elba Ramalho se apresentou na Praça do Arsenal, no Centro Histórico do Recife, com entrada gratuita.

O festival promove o encontro de dois blocos tradicionais do carnaval: o Cordão da Bola Preta, que arrasta milhares de foliões no Rio há 107 anos, e o Galo da Madrugada, que reúne mais de 1 milhão de pessoas em Recife no sábado de carnaval.

O público também pode desfrutar da apresentação de Os Caboclos de Lança, do Maracatu de Baque Solto, com uma aula espetáculo de Mestre Manuelzinho Salustiano. Para Rita Fernandes, idealizadora e diretora-geral do projeto, a integração dos carnavais representa a realização de um sonho, possibilitada pela parceria com a prefeitura de Recife.

"É uma realização enorme. Começamos com uma pequena ideia e, de repente, tudo ganhou uma proporção muito maior do que esperávamos", comentou Rita à Agência Brasil. Ela destacou a importância do carnaval de Pernambuco, afirmando que a cultura carnavalesca do estado, junto com a do Rio e da Bahia, é uma das mais significativas do país.

"Acredito que essas três culturas são as mais relevantes do Brasil. Tenho um carinho especial pela cultura pernambucana, pela diversidade de ritmos e manifestações que encontramos aqui. Sempre há algo novo para descobrir", refletiu a diretora.

Rita mencionou a variedade de expressões artísticas presentes, como maracatus, Cavalos Marinhos, Periquitos, frevos e cirandas, ressaltando a riqueza cultural do estado. "O orgulho que os pernambucanos têm de sua cultura é algo que venho defendendo há muito tempo."

Para Rita, a cultura brasileira é mais do que identidade; ela movimenta a economia e traz à tona sentimentos. "A força da cultura brasileira é enorme, mas ainda não foi totalmente reconhecida em sua capacidade e potencial, especialmente como um setor produtivo essencial para o Brasil."

Rita expressou sua felicidade por promover essa troca entre os carnavais das duas capitais. "Estou conseguindo fazer o oposto, promovendo a circulação das manifestações cariocas e misturando os carnavais do Brasil, que considero tão importantes. Este é o primeiro e mais significativo passo nessa jornada."

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