Novos Editais do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro

Secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, ressaltou que esse “é o maior investimento direto em cultura feito pelo governo do Brasil no Rio de Janeiro"

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Novos Editais do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Um novo pacote de editais do ciclo II da Política Nacional Aldir Blanc, com um investimento total de R$ 38,896 milhões, está sendo direcionado pelo Ministério da Cultura (MinC) para apoiar a cultura no Rio de Janeiro. O lançamento ocorreu no Palácio Gustavo Capanema na última sexta-feira, dia 16, e contou com a presença do secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, e do secretário municipal de Cultura do Rio, Lucas Padilha.

Em entrevista à Agência Brasil, Tavares ressaltou que este investimento é o maior aporte direto em cultura realizado pelo governo federal no estado. Os editais abrangem mais de 15 áreas de atuação, incluindo fomento direto, residência artística, formação de plateias e iniciativas específicas para o desenvolvimento do setor audiovisual.

Além disso, o conjunto de editais inclui um edital voltado para ações continuadas, destinado a grupos e coletivos que atuam de forma recorrente. Isso alinha os novos editais às diretrizes da Lei Aldir Blanc. “Foi um lançamento muito esperado pela comunidade e, felizmente, foi um sucesso”, afirmou Tavares.

Os editais, que contabilizam R$ 13,4 milhões na sua primeira fase, incluem iniciativas como o edital Mestre Bira Presidente (R$ 1 milhão), Apoio a Ações Locais – Cineclubes (R$ 3,4 milhões), Ações Locais (R$ 3,2 milhões), Mediação e Formação de Plateia (R$ 3 milhões), Produção de Mostras e Festivais de Audiovisual (R$ 300 mil), Produtos Culturais – Fluxo Contínuo (R$ 800 mil) e o Prêmio João e Júlia do Rio (R$ 615,5 mil).

Tavares também comentou sobre o Prêmio João e Júlia do Rio, que visa reconhecer indivíduos que contribuíram significativamente para o cenário literário carioca. O nome do prêmio homenageia João do Rio, um renomado jornalista e cronista brasileiro, e Júlia Lopes de Almeida, uma escritora e abolicionista que foi excluída da fundação da Academia Brasileira de Letras.

O secretário-executivo destacou que o Prêmio João e Júlia reconhecerá livreiros, livrarias e personalidades do universo literário que contribuíram para o crescimento desse setor no Rio de Janeiro. “Esse é um prêmio inédito e se insere no contexto do reconhecimento do Rio como Capital Mundial do Livro, um título concedido pela Unesco”, concluiu Tavares.

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