O Reinado do Riso: Exposição na Caixa Cultural Brasília

O Reinado do Riso: Exposição na Caixa Cultural Brasília

Mostra propõe leveza, afeto e resistência diante dos desafios do país

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A Caixa Cultural Brasília deu início, nesta segunda-feira (19), à exposição "O Reinado do Riso". Essa mostra celebra a cultura e a arte popular brasileira, colocando o riso como um elemento fundamental da identidade do nosso povo. A abertura foi marcada pela presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além do secretário de Formação Artística, Livro e Leitura (Sefli), Fabiano Piúba, e do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass.

Com obras de diversos artistas de várias regiões do Brasil, a exposição convida todos a um mergulho na rica diversidade cultural do nosso país, utilizando a alegria, a simplicidade e a criatividade popular como guias. Mais do que um simples ato de descontração, o riso se revela como uma poderosa ferramenta de superação, resistência e afirmação da vida, especialmente em tempos que exigem resiliência.

Margareth Menezes ressaltou a força simbólica da exposição e sua relevância para a valorização da cultura popular brasileira. “É uma alegria ver uma exposição da cultura e arte popular, que vai percorrer o Brasil, organizada em torno do riso, trazendo toda essa força, beleza e delicadeza que representam o povo brasileiro,” compartilhou, visivelmente entusiasmada.

A ministra também refletiu sobre como o riso é intrínseco à maneira como os brasileiros interagem com o mundo e entre si. “O brasileiro é um povo que gosta de sorrir, que carrega uma leveza no coração, mesmo diante das dificuldades. É um povo que acolhe com um sorriso,” afirmou. Para ela, essa alegria não é superficial: “Não se trata de uma alegria vazia, mas da alegria de viver. Vivemos em um país cheio de possibilidades, que abriga uma diversidade cultural impressionante.”

Margareth Menezes fez questão de parabenizar a Caixa Cultural, especialmente a unidade de Brasília, pela realização desta mostra, que estará em circulação pelo Brasil até 2028, passando por cidades como Recife, Fortaleza, Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Ela também expressou gratidão pela curadoria realizada em parceria com o Iphan e o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan), convidando o público a explorar o espaço, que descreveu como “surpreendente e repleto de coisas boas”.

Leandro Grass, por sua vez, destacou a importância dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) na proteção do patrimônio cultural. “Esses acordos são fundamentais para fortalecer as ações do Iphan em todo o Brasil. Eles ampliam a preservação do patrimônio cultural. Todos têm um papel a desempenhar nessa responsabilidade conjunta de proteção e fomento. O Iphan colabora, atua com solidariedade e busca cumprir o que a Constituição determina: proteger nosso patrimônio cultural junto com a sociedade,” afirmou.

O diretor do CNFCP, Rafael Barros, explicou o papel da unidade do Iphan na mostra: “Trabalhamos em uma releitura feita por um grupo de quatro servidores do CNFCP. Expandimos o conceito de riso para incluir a sátira, a crítica, o grotesco e o deboche, todos presentes na exposição. Com o ACT com a Caixa, estamos ampliando o acervo do CNFCP.”

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