Praias perto de São Paulo com qualidade imprópria para banho
São Vicente, Santos e Praia Grande concentram praias impróprias.
© Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos
As cidades costeiras de São Vicente, Santos e Praia Grande, localizadas próximas à capital paulista, apresentam a maior quantidade de praias com condições impróprias para banho, de acordo com o boletim de balneabilidade divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Na Baixada Santista, 15 praias são consideradas impróprias. Além disso, mais nove praias no estado, localizadas no Litoral Norte, também não são recomendadas para banho. Para quem deseja se manter informado sobre as condições das praias, o boletim semanal está disponível no site do órgão.
Em São Vicente, três das seis praias do município estão com a balneabilidade comprometida. Em Santos, a situação é um pouco melhor, mas ainda preocupante: quatro das sete praias não estão em condições adequadas. Na Praia Grande, cinco das 12 praias também são consideradas impróprias. No Guarujá, duas das sete praias exigem cuidados, enquanto em Itanhaém, apenas uma praia apresenta problemas, de um total de 12.
Mudando para o Litoral Norte, a situação é a seguinte: uma praia imprópria em São Sebastião, duas em Caraguatatuba, três em Ilhabela e outras três em Ubatuba, entre as 105 praias monitoradas na região.
No último boletim, 151 praias em todo o estado foram classificadas como próprias para banho. No entanto, essa situação, que persiste há décadas, deve-se principalmente à falta de condições sanitárias adequadas e à infraestrutura insuficiente para lidar com o aumento das emissões de esgoto durante a temporada de férias, quando essas áreas recebem um grande número de turistas.
“A água, mesmo que pareça limpa, pode não ser segura para o banho. Por isso, é fundamental o monitoramento para orientar a população e auxiliar a gestão pública”, afirma Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da CETESB.
As medições realizadas pela CETESB se concentram na detecção de Enterococos, um tipo de bactéria que indica a presença de esgoto na água. Essas bactérias são comuns no trato gastrointestinal humano e de vários animais, e uma alta concentração delas pode aumentar o risco de doenças de pele, diarreias e outras infecções.
Para classificar uma praia como imprópria, a CETESB considera que, se duas ou mais amostras de água das últimas cinco semanas ultrapassarem 100 colônias de Enterococos por 100 mililitros (ml), ou se a coleta mais recente exceder 400 colônias por 100 ml, a praia deve ser considerada imprópria para banho.
As coletas são feitas semanalmente em pontos previamente determinados, a cerca de um metro de profundidade, garantindo assim a padronização dos dados.
Outra orientação da CETESB é que os banhistas evitem entrar no mar por pelo menos 24 horas após chuvas fortes, mesmo em praias que estão classificadas como próprias.
"Canais, rios e córregos que deságuam na praia também devem ser evitados, pois podem ser fontes de esgoto irregular", adverte o órgão.
De acordo com a secretaria de saúde, águas contaminadas podem expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários que causam doenças. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são as mais vulneráveis a desenvolver infecções ou doenças após esse tipo de contato.
