Vazamento de Água em Mina da Vale: Impactos Ambientais em Congonhas
Houve vazamento de 263 mil metros cúbicos de água turva que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral e desembocaram em rios
Um novo vazamento de água foi registrado na mina Viga da Vale, em Congonhas, Minas Gerais, com um extravasamento de 263 mil metros cúbicos de água turva. Essa água, que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral, flui para o rio Maranhão, conforme confirmado pela Defesa Civil. Embora não tenha havido bloqueio de vias ou comunidades diretamente afetadas, a prefeitura destacou o impacto ambiental significativo do incidente.
Este é o segundo vazamento em menos de 24 horas na cidade. No dia anterior, um rompimento na mina de Fábrica, localizada a aproximadamente 22 km da mina Viga, liberou água e sedimentos que ultrapassaram o dique Freitas, causando danos materiais à CSN, outra mineradora na região. A água contaminada chegou ao rio Goiabeiras e, posteriormente, ao rio Maranhão, que deságua no Paraopeba, um local que já enfrentou sérios problemas em 2019, com o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho.
As consequências do vazamento incluem a perda significativa da biodiversidade, devido à redução da qualidade da água e ao aumento do assoreamento dos rios, o que pode resultar em enchentes. A criação de uma sala de crise, envolvendo representantes das defesas civis locais e do Ministério Público, busca mitigar os impactos e monitorar a situação de perto. É crucial acompanhar a evolução desses eventos, que podem ter repercussões a longo prazo para o meio ambiente na região.
Atualizado há 4 horas
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou um ofício à Agência Nacional de Mineração (ANM) cobrando uma solução imediata e efetiva para o extravasamento de água na mina Viga, em Congonhas. O ministro destacou a possibilidade de interdição das operações para garantir a segurança das comunidades locais e a proteção ambiental. Além disso, determinou a abertura de um processo para apurar responsabilidades e acionou órgãos competentes para fiscalização e penalização da empresa. A Vale informou que os extravasamentos foram contidos e que suas barragens na região permanecem estáveis e seguras.
Atualizado há 12 horas
Segundo a CSN, o alagamento ocorreu em áreas de sua unidade Pires, em Ouro Preto. Entre as áreas atingidas estão o almoxarifado, os acessos internos, as oficinas mecânicas e a área de embarque. O extravasamento de água da cava da mina de Fábrica está sendo apurado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Em nota enviada à Agência Brasil, o MP informou que está acompanhando o caso e que já solicitou informações para as equipes das defesas civis Estadual e das cidades de Congonhas e de Ouro Preto. Já a Vale informou, por meio de um comunicado ao mercado, que os extravasamentos de água identificados nas minas de Congonhas e de Ouro Preto 'foram contidos'. Nesse comunicado, a companhia também afirmou que realiza ações preventivas de inspeção e manutenção periodicamente e que suas estruturas são seguras. 'A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia', diz a Vale.
