Vini Jr. brilha e leva Real Madrid à vitória na Liga dos Campeões

Vini Jr. brilha e leva Real Madrid à vitória na Liga dos Campeões

Após ouvir vaias da torcida madrilena no último sábado (17), atacante brasileiro se sobressai em campo, marca um golaço e dá duas assistências na vitória por 6 a 1. Durante a semana, o camisa 7 recebeu apoio do técnico Arbeloa (foto) e de Mbappé.

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© Reuters/Violeta Santos Moura/Proibida reprodução

Três dias após ser vaiado pela torcida do Real Madrid em casa, Vinicius Júnior fez sua volta triunfante ao Estádio Santiago Bernabéu. Na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, ele foi o protagonista na goleada do time madrileno por 6 a 1 contra o Mônaco, em um duelo válido pela penúltima rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Foi uma tarde realmente inspiradora. O camisa 7 mostrou seu talento com dribles desconcertantes, liderou contra-ataques e ainda marcou um gol magnífico. Além disso, deu passes decisivos, sendo fundamental no segundo gol de Mbappé – que abriu o placar aos quatro minutos do primeiro tempo – e também no gol de Mastantuono na segunda etapa. Ao final da partida, não restaram dúvidas de que Vinicius Júnior merecia o título de melhor jogador do jogo. Os outros gols do Real foram anotados por Bellingham e um gol contra de Kehner, enquanto Teze fez o gol de honra para o Mônaco.

Apesar das críticas que Vinicius enfrentou nos últimos jogos, ele contou com o apoio incondicional do técnico Arbeloa e do próprio Mbappé. O treinador deixou claro em uma coletiva na véspera do confronto que "se eu quiser ter chances de vencer, preciso de Vinicius". Mbappé, por sua vez, também defendeu o brasileiro, afirmando que não se deve apontar o dedo para um único jogador, ressaltando que "não é culpa do Vini que estejamos jogando assim".

Refletindo sobre sua performance na terça-feira, Vinicius Júnior compartilhou seus sentimentos em relação às vaias que recebeu dos torcedores do Real no sábado anterior, 17 de janeiro, em um jogo contra o Levante, pela LaLiga.

“[Essa atuação] significa muito, considerando tudo o que passei nos últimos dias. A troca de treinador, a derrota na final [da Supercopa da Espanha], a eliminação na Copa do Rei. Jogar no maior clube do mundo traz grandes expectativas. Às vezes, não entendemos [as vaias], mas sabemos do peso do time e dos jogadores que temos. Eles me apoiaram bastante nos últimos jogos. Sou humano, fico chateado com o que as pessoas dizem, mas a cada dois ou três dias temos a chance de nos provar”, disse ele em uma entrevista para a TNT Sports.

Nascido em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o atacante de 23 anos se tornou o maior assistente da história do Real Madrid na Liga dos Campeões, com 30 passes que resultaram em gols, superando as marcas de 27 de Benzema e Cristiano Ronaldo.

“A única coisa que posso fazer é dentro de campo, dar o meu máximo. Nem sempre estarei na minha melhor forma técnica, mas sempre vou me dedicar pela equipe. A imprensa fala o que quer, e a torcida acha que deve me criticar. O último ano não foi fácil para mim, não consegui jogar como queria. Mas quero continuar aqui [no Real Madrid] por muito tempo”, finalizou o camisa 7.

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