Governo Confirma: Novo Piso Salarial Não Aumentará Imposto para Professores
Fisco esclarece que reajuste vem acompanhado de redução da carga tributária

Na noite de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a Receita Federal se manifestou para esclarecer informações falsas que estavam circulando nas redes sociais. Essas informações sugeriam que, devido ao reajuste do piso salarial dos professores, haveria um aumento na tributação sobre esses profissionais. Contudo, o órgão destacou que essas alegações não levam em conta as regras legais de apuração do imposto e resultam em uma conclusão equivocada: a de que os educadores teriam que pagar mais Imposto de Renda (IR) após o aumento salarial.
Em um comunicado, a Receita Federal ressaltou que a reforma do Imposto de Renda tem como objetivo beneficiar mais contribuintes, fazendo com que alguns deixem de pagar o imposto e outros paguem menos. Essa mudança, sancionada no final do ano passado, é regulamentada pela Lei 15.270/2025, que expandiu a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduziu os impostos para rendimentos que variam entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
"Não é verdade que o aumento do piso salarial do magistério levaria automaticamente os professores a pagarem mais Imposto de Renda. Na verdade, os educadores são um dos grupos que se beneficiarão diretamente da redução prevista na Lei nº 15.270/2025", afirmou a Receita em sua nota.
Conforme a Receita, os professores estão entre os diretamente favorecidos pelas novas regras. Para se ter uma ideia, em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de IR na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o novo piso de R$ 5.130,63, esse mesmo profissional verá sua carga tributária cair para aproximadamente R$ 46,78 mensais.
Na prática, o efeito combinado do aumento salarial e da redução do imposto proporciona um ganho real no salário líquido dos educadores, ao mesmo tempo que corrige distorções na tributação sobre a renda dessa categoria. O ponto aqui é que as mudanças visam beneficiar os profissionais da educação, e não o contrário.
