Orbán: Ucrânia tenta influenciar eleições na Hungria

Orbán: Ucrânia tenta influenciar eleições na Hungria

O primeiro-ministro húngaro deu instruções ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, para solicitar a presença do embaixador ucraniano numa reunião.

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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, denunciou em um vídeo no Facebook que, na semana passada, líderes políticos da Ucrânia, incluindo o presidente Volodymyr Zelenskyy, proferiram "mensagens grosseiramente insultuosas e ameaçadoras" contra a Hungria. Orbán afirmou que as organizações de segurança nacional do país analisaram "esse último ataque ucraniano" e concluíram que se trata de uma tentativa coordenada da Ucrânia para interferir nas eleições húngaras, programadas para abril deste ano. Contudo, o primeiro-ministro não apresentou evidências concretas para apoiar sua alegação de que o governo ucraniano está realmente tentando influenciar o pleito. "Não podemos permitir que ninguém ameace a soberania da Hungria ou a integridade das nossas eleições. Por isso, instruí o ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, a convocar o embaixador ucraniano para uma conversa", disse Orbán. Nos últimos dias, os líderes dos dois países trocaram várias mensagens. Durante um discurso no Fórum Econômico Mundial, Zelenskyy criticou Orbán, afirmando que ele "vive do dinheiro europeu enquanto tenta negociar os interesses da Europa". Em resposta, Orbán comentou que Zelenskyy é "um homem em uma situação difícil, incapaz ou relutante em pôr fim a uma guerra que já dura quatro anos, mesmo com toda a ajuda recebida dos Estados Unidos". O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiha, enviou uma mensagem a Orbán durante uma cimeira extraordinária da UE, onde declarou: "Não acredito que, nos próximos 100 anos, haverá um parlamento na Hungria que vote a favor da adesão da Ucrânia à União Europeia". Sibiha também afirmou: "Este plano está destinado ao fracasso, Senhor Primeiro-Ministro. Seu aliado em Moscovo não vai durar 100 anos — mesmo que estivesse disposto a lhe dar todos os seus órgãos. E no dia em que a Ucrânia se juntar à UE, vamos emoldurar essa citação e pendurá-la na Verkhovna Rada, para lembrar suas mentiras pelos próximos 100 anos", postou no X. Por sua vez, Péter Szijjártó acusou os ucranianos de tentarem influenciar as eleições húngaras, afirmando: "Eles querem um governo que diga sim a Bruxelas e que esteja disposto a arrastar a Hungria para suas guerras".

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